

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (2) que considera a possibilidade de uma guerra prolongada contra o Irã, em meio à rápida escalada militar no Oriente Médio. O conflito, que entrou no terceiro dia, já se expande por várias frentes, com novos ataques americanos e israelenses e respostas de Teerã no Golfo.
A declaração reforça o clima de incerteza internacional e ocorre enquanto os dois lados demonstram disposição para manter as hostilidades, elevando o risco de uma crise regional mais ampla.
Conflito se intensifica e ameaça rota vital do petróleo
A situação se agravou após os Guardiões da Revolução do Irã reivindicarem um ataque contra um petroleiro no estratégico Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio global de petróleo.
Um general iraniano fez um alerta contundente:
“Incendiaremos qualquer embarcação” que tentar cruzar o estreito.
Na prática, a via marítima já está fechada de fato devido à guerra, o que aumenta o temor de impacto direto no abastecimento energético mundial.
Previsões de duração aumentam preocupação
Autoridades israelenses advertiram que “vários dias” de combates ainda estão por vir. Trump foi além e estimou que o conflito pode durar entre quatro e cinco semanas, mas deixou claro que Washington pode prolongar a ofensiva “bem mais além” se necessário.
A fala do presidente americano indica preparação para um engajamento militar mais profundo, inclusive com a possibilidade de envio de tropas terrestres.
Israel amplia ofensiva e atinge alvos em Teerã
O Israel expandiu suas operações militares para novas frentes. Além dos bombardeios no Líbano contra posições do Hezbollah, as forças israelenses anunciaram ataques diretos na capital iraniana.
Na madrugada desta terça-feira (3), Israel informou ter atingido a sede da emissora estatal iraniana IRIB, no norte de Teerã. Moradores relataram fortes explosões.
Uma residente descreveu o clima:
“Estão agindo com muita força hoje. As janelas tremem. Quase todo mundo está com medo.”
Hezbollah amplia risco de guerra regional
O Exército israelense também intensificou ataques no Líbano após ofensivas do Hezbollah em apoio ao Irã. Em resposta, Beirute proibiu atividades militares do grupo, numa tentativa de evitar maior envolvimento do país.
Ainda assim, militares israelenses afirmaram que “todas as opções estão sobre a mesa”, inclusive uma possível operação terrestre. Civis de cerca de 30 vilarejos no sul libanês receberam ordens de evacuação.
Irã afirma ter atingido centenas de alvos
Segundo os Guardiões da Revolução, o Irã lançou desde sábado ataques contra:
Israel, por sua vez, prorrogou até sábado:
Explosões também foram registradas em Jerusalém.
Golfo entra no radar e incidentes se multiplicam
O conflito já provoca efeitos em cadeia na região:
Europa também sente efeitos do conflito
A crise alcançou até o Chipre, o país da União Europeia mais próximo do Oriente Médio. Uma base britânica na ilha foi alvo de três drones lançados do Líbano; um deles atingiu a pista, forçando evacuações no sul do território.
Mercados reagem, mas sem pânico
A escalada militar já repercute na economia global. Entre os principais movimentos:
Apesar da tensão, os mercados ainda não entraram em pânico generalizado, embora analistas alertem para volatilidade crescente se o conflito se prolongar.
Irã descarta переговорações e promete resistência
Mesmo após mortes de funcionários iranianos, o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, afirmou que o país não negociará com Washington.
Segundo ele, o Irã lutará:
“Custe o que custar” para defender sua civilização de 6.000 anos.
Washington mantém opção de tropas terrestres
Trump reiterou que os Estados Unidos não hesitarão em enviar forças terrestres se julgarem necessário. O Exército americano confirmou que seis militares dos EUA morreram desde o início da guerra.
Paralelamente, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que Washington “gostaria” de ver o povo iraniano derrubar o governo, embora tenha enfatizado que essa não é a meta oficial da guerra.
Rubio acrescentou que os ataques de sábado foram preventivos, pois havia temor de retaliação contra forças americanas caso Israel agisse sozinho.
“Sabíamos que, se não fôssemos atrás deles de forma preventiva, sofreríamos um número maior de baixas.”
Cenário permanece altamente volátil
Com múltiplas frentes abertas, ameaças ao fluxo global de petróleo e possibilidade de envolvimento terrestre dos EUA, o conflito entra em fase crítica e imprevisível.
Analistas avaliam que os próximos dias serão decisivos para definir: