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Aliança xiita do Iraque desafia pressão dos EUA e reafirma apoio à volta de Nuri al-Maliki

Coalizão que controla o Parlamento insiste na recondução do ex-premiê, apesar das ameaças de Washington de cortar ajuda ao país

Publicada em 01/02/26 às 07:15h - 723 visualizações

por Litoral FM Recife, com informações da AFP


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O presidente dos EUA, Donald Trump  (Foto: SAUL LOEB / AFP)

A principal aliança xiita do Iraque, que detém a maioria no Parlamento, reafirmou neste sábado (31) seu apoio à volta de Nuri al-Maliki ao cargo de primeiro-ministro, mesmo diante das ameaças dos Estados Unidos de suspender o apoio a Bagdá caso a escolha se concretize.

O posicionamento representa um novo capítulo no embate entre Washington e os grupos políticos alinhados ao Irã, outro ator central na política iraquiana.

Pressão americana e influência iraniana

Desde a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003, que derrubou o regime de Saddam Hussein, Washington exerce forte influência sobre a política do Iraque. No entanto, essa presença sempre coexistiu com o peso do Irã, principal aliado regional de Bagdá.

A possível volta de Maliki, visto como próximo de Teerã, agrava essa disputa geopolítica.

Quem é Nuri al-Maliki

Nuri al-Maliki é o único primeiro-ministro do Iraque a ter governado por dois mandatos consecutivos, liderando o país entre 2006 e 2014. Inicialmente, contou com o apoio da ocupação americana, mas posteriormente passou a se chocar com Washington devido ao estreitamento de seus laços com o Irã.

Apoio do Marco de Coordenação

Na semana passada, Maliki recebeu oficialmente o apoio do Marco de Coordenação, uma coalizão de grupos xiitas ligados ao Irã que hoje domina a cena política iraquiana.

Após esse anúncio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu duramente, afirmando que Maliki seria uma "péssima escolha" e alertando que, se ele retornasse ao cargo, Washington deixaria de ajudar o Iraque.

Resposta de Bagdá à pressão externa

Mesmo diante da ameaça americana, o Marco de Coordenação reafirmou neste sábado sua posição:

Reiteramos nosso apoio ao nosso candidato.”

A coalizão declarou ainda que:

A escolha do primeiro-ministro é uma questão constitucional exclusivamente iraquiana, livre de ingerências estrangeiras.”

O grupo também afirmou que pretende manter relações equilibradas com a comunidade internacional, incluindo as grandes potências, com base no respeito mútuo e na não interferência nos assuntos internos.

Risco de tensão diplomática

A insistência do bloco xiita na candidatura de Maliki coloca o Iraque no centro de uma nova crise diplomática entre Estados Unidos e Irã, em um momento em que Bagdá tenta equilibrar suas relações com os dois rivais.

A decisão final pode redefinir o rumo político e diplomático do país nos próximos anos, com impactos diretos sobre segurança, economia e estabilidade regional.




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