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A atuação de equipes da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) virou alvo de forte repercussão e controvérsia após um policial militar agredir e aplicar um golpe conhecido como mata-leão em uma mulher. O caso ocorreu na tarde dessa quarta-feira (8) durante uma manifestação popular na Ponte Marechal Castelo Branco (popularmente conhecida como Ponte da Caxangá), localizada nas proximidades da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro, na Zona Oeste do Recife.
A ação violenta foi integralmente gravada em aparelhos celulares por testemunhas e o vídeo passou a circular intensamente nas redes sociais.
As imagens mostram o momento exato em que a manifestante se desfaz de um recipiente plástico branco e faz menção de se retirar do perímetro de bloqueio. Nesse instante, ela é surpreendida por um policial que desfere um tapa violento por trás, atingindo a região de seu pescoço e nuca. Ato contínuo, o mesmo agente a envolve com o braço em um estrangulamento do tipo mata-leão, enquanto outros policiais cercam a vítima sob os gritos da população, que pedia para que o ato continuasse sendo filmado.
Justificativa da PM e Abertura de Investigação
Procurada pela imprensa para prestar esclarecimentos sobre a conduta da tropa, a Polícia Militar de Pernambuco emitiu uma nota oficial de posicionamento. A corporação contextualizou que o efetivo foi acionado para a área, que fica sob a jurisdição do 12º Batalhão da PM (12º BPM), com o objetivo tático de desobstruir a via e garantir o livre fluxo de veículos, uma vez que manifestantes tentavam bloquear o tráfego ateando fogo em objetos e entulhos.
No entanto, diante da gravidade das imagens da agressão física, o comando-geral reconheceu a necessidade de uma fiscalização interna rigorosa:
— A corporação esclarece que determinou a instauração de procedimento administrativo para apurar a atuação dos policiais envolvidos e verificar a eventual ocorrência de excessos durante a ação — afirmou a PMPE em trecho do comunicado.
Canais de Denúncia da Corregedoria
A direção da Polícia Militar reforçou que a Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social (SDS) já acompanha o caso e permanece com seus canais de atendimento abertos para receber relatos formais, depoimentos de testemunhas, novas mídias digitais ou denúncias anônimas que ajudem a subsidiar e acelerar a conclusão do inquérito administrativo.
Confira a Nota da Polícia Militar de Pernambuco na Íntegra:
"A Polícia Militar de Pernambuco informa que atuou, na última quarta-feira (08), para garantir o livre fluxo de veículos em vias da área do 12º BPM, onde manifestantes tentavam bloquear o trânsito ateando fogo em objetos.
A Corporação esclarece que determinou a instauração de procedimento administrativo para apurar a atuação dos policiais envolvidos e verificar a eventual ocorrência de excessos durante a ação.
Por fim, a Polícia Militar reforça que a Corregedoria Geral permanece à disposição da população para o recebimento de relatos, denúncias ou outras informações relacionadas ao fato, que possam contribuir com a apuração".