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Dois dias após o trágico incidente na Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, uma demonstração de resiliência trouxe alívio para quem acompanha o caso. Internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Restauração (HR), no bairro do Derby, Marcela Vitória de Lima Santos, de 19 anos, gravou um vídeo para tranquilizar familiares e a população sobre o seu estado de saúde.
Lúcida, consciente e bastante comunicativa, a jovem autorizou o registro ao lado do médico mineiro Mike Andrade, que passava férias na capital pernambucana e foi o responsável por realizar os primeiros socorros cruciais na areia logo após a mordida.
"Graças a Deus, estou seguindo minha vida e vai dar tudo certo", declarou Marcela na gravação, demonstrando força diante do início de sua recuperação.
Evolução Clínica Positiva
De acordo com o boletim médico oficial emitido pela direção do Hospital da Restauração na tarde desta quarta-feira, 3 de junho de 2026, o quadro clínico da paciente apresenta uma evolução bastante satisfatória e segura.
Após passar por uma cirurgia de emergência na segunda-feira devido à gravidade das lesões na perna direita — que precisou ser amputada em decorrência da potência da mandíbula do tubarão-tigre —, Marcela já respira espontaneamente, sem o auxílio de aparelhos. Seu estado de saúde geral é considerado estável.
O Resgate na Areia: Ação de Médico de Férias Foi Decisiva
A sobrevivência de Marcela e a estabilização de seus sinais vitais no momento do ataque contaram com um fator providencial. O médico Mike Andrade, natural de Minas Gerais, estava aproveitando os dias de folga no litoral recifense quando percebeu o tumulto na área de arrebentação.
Ao notar o rastro de sangue na água e a correria dos banhistas, o profissional correu imediatamente em direção à vítima na faixa de areia. Mike aplicou as técnicas de primeiros socorros para conter a hemorragia severa até a chegada das ambulâncias de resgate, uma intervenção considerada de extrema importância pelos cirurgiões do HR para evitar que a jovem entrasse em choque hipovolêmico (perda excessiva de sangue) antes de chegar à mesa de cirurgia.