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A palavra de ordem na Seleção Brasileira é transformação. Na noite desta sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), o Brasil entra em campo no Estádio Lincoln Financial Field, na Filadélfia (EUA), para enfrentar o Haiti. O confronto é válido pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo de 2026.
Mais do que os três pontos necessários para encaminhar a classificação para a próxima fase, a equipe comandada pelo técnico italiano Carlo Ancelotti busca mudar sua postura tática e sua atitude competitiva para convencer a torcida e recuperar a confiança no torneio.
“Faremos algumas mudanças com jogadores que estão mais frescos do que outros. Temos que melhorar o equilíbrio, errar menos passes. Temos qualidade para isso. Na frente, temos atletas fortes, rápidos, potentes e o pensamento comum é de que podemos e temos que fazer melhor”, cobrou Ancelotti na coletiva pré-jogo.
Mudanças na Escalação e a "Equipe de Muitas Facetas"
Fiel ao seu estilo de gestão adaptável, Ancelotti adiantou que não busca dar uma "identidade engessada" ao Brasil, preferindo uma equipe com "muitas facetas" dependendo do rival. A principal novidade desenhada nos treinos é o provável desmonte do tripé de meio-campo com a saída de Lucas Paquetá, abrindo espaço para um esquema ultraofensivo com quatro atacantes, promovendo a entrada de Luiz Henrique ou Gabriel Martinelli.
Outras novidades e disputas por posição movimentam os bastidores da Seleção:
União de Ferro na Zaga Central
A linha defensiva manterá a dupla formada por Marquinhos e Gabriel Magalhães. Os dois defensores protagonizaram um momento marcante há cerca de um mês, quando se enfrentaram na grande final da UEFA Champions League entre Paris Saint-Germain e Arsenal. O PSG de Marquinhos ficou com a taça após Gabriel Magalhães desperdiçar a cobrança de pênalti decisiva.
Gabriel fez questão de elogiar o companheiro pelo apoio recebido logo após a perda do título europeu: "Foi um momento de tristeza. A primeira coisa que ele fez foi me dar um abraço, me deu toda a força. Estou com ele na Seleção há três anos e tenho aprendido sempre. Meu carinho por ele aumentou ainda mais após a final da Champions".
Histórico e Respeito ao Adversário
O retrospecto histórico é de total favoritismo para o Brasil. Em três jogos disputados na história contra o Haiti, foram três vitórias contundentes: 4 a 0 em um amistoso em 1974; 6 a 0 no famoso "Jogo da Paz" em Porto Príncipe em 2004; e uma goleada por 7 a 1 na Copa América de 2016.
Mesmo assim, o treinador italiano pregou cautela máxima, lembrando que o Haiti vendeu caro a derrota ou equilibrou as ações em sua estreia no Mundial: "O Haiti mostrou qualidade contra a Escócia. Tem um sistema organizado, claro e um centroavante alto na frente. Jogam um bom futebol e temos de respeitar. Não há partida com resultado claro em Copa do Mundo".
Jogos da Rodada e Ficha Técnica
Além do jogo do Brasil, a rodada desta sexta-feira conta com outros dois confrontos importantes pelos Grupos C e D:
FICHA TÉCNICA: BRASIL vs. HAITI